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A Polícia Civil indiciou o motorista Allan Oks Sueiro, suspeito de ter atropelado seis pessoas na Avenida Beira-Mar, em Florianópolis, no dia 20 de junho deste ano, por seis tentativas de homicídio doloso qualificado. Além de entender que Allan agiu com a intenção de matar, a delegada responsável pelo caso acrescentou como agravantes o motivo do crime e a impossibilidade de defesa das vítimas.

– São duas qualificadoras que majoram a pena. Motivo fútil, porque em tese este ato do Allan, de atropelar as pessoas, teria derivado dessa suposta briga, e a impossibilidade de defesa, porque as pessoas estavam paradas na calçada e foram atingidas por um veículo – afirma a delegada Aline Hermes Zandonai.

Segundo o inquérito, o motorista teria arrancado a placa dianteira, dado três voltas na quadra antes de atropelar as seis vítimas, que estavam paradas na lateral da via.

A polícia ouviu cerca de 40 pessoas durante cinco meses e conseguiu fotos que mostram que Allan teria bebido em uma festa antes de pegar o volante.

Segundo duas vítimas relataram à polícia, minutos antes do atropelamento elas teriam sido assediadas pelo condutor do carro. Ele e um amigo teriam se envolvido em uma briga com os namorados das garotas.

O advogado que defende Allan Sueiro nega que ele tenha ingerido bebida alcoólica e criticou o inquérito.

– Ela (a delegada) deixou de apontar vários elementos muito importantes, que a sociedade não está sabendo. Existem vídeos que mostram que ele foi covardemente espancado por trás por quatro homens, com chute no rosto – afirma Rudolf Carlos da Rocha, que alega que o motorista teria agido em legítima defesa após agressões.

Já o advogado das vítimas, Cláudio Gastão da Rosa Filho, sustenta que as provas são robustas.

– Os fatos são bastante claros, as testemunhas foram uníssonas, os depoimentos das seis vítimas são extremamente coerentes – defende o advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho.

O inquérito pede ainda a prisão preventiva de Allan e a suspensão da carteira de motorista por embriaguez ao volante. O Ministério Público já recebeu o relatório final das investigações e deve dar andamento ao caso na próxima semana.

Jornal Diário Catarinense 07/12/2019