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Foi definida a agenda da missão da Coreia do Sul em Santa Catarina na próxima semana. São dois técnicos da Agência de Quarentena de Animais e Plantas da Coreia, acompanhados de intérprete e representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil que vão visitar as unidades de Pamplona em Presidente Getúlio, na terça-feira, a BRF de Campos Novos, na quarta-feira, a Aurora e BRF de Chapecó, na quinta-feira e, a Seara Alimentos, em Seara, na sexta-feira.

O objetivo é habilitar as plantas frigoríficas para exportação. O governo da Coreia do Sul já autorizou a exportação. De acordo com o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), Ricardo Gouvêa, depois da habilitação ainda é preciso definir o certificado sanitário entre os dois países, que vai estabelecer regras, como por exemplo a exigência de que os animais exportados sejam nascidos e criados em Santa Catarina e quais produtos podem ser utilizados na alimentação.

Definido o certificado internacional, as empresas iniciam as negociações com os potenciais compradores. Nesse momento serão definidos quais produtos que poderão ser exportados.

— Esperamos que até o final do ano estejamos prontos para começar as exportações — projetou Gouvêa, que reiterou a vinda da missão coreana como confirmação da credibilidade do sistema sanitário e a qualidade da produção.

Em virtude da Operação Carne Fraca houve uma queda de 18% nas exportações de frangos e suínos de Santa Catarina em abril. Mas a expectativa é de retomada e de crescimento.

As tratativas com o país asiático iniciaram há cerca de uma década. Várias missões catarinenses e brasileiras foram realizadas nesse sentido. A meta é vender cerca de 30 mil toneladas por ano para os coreanos, que compram cerca de 450 mil toneladas por ano. Isso daria um incremento de quase 15% nas exportações do Estado.

O secretário da Agricultura de Santa Catarina, Moacir Sopelsa, destacou que a busca do mercado coreano é possível graças ao certificado de Zona Livre de Aftosa Sem Vacinação, emitido pela Organização Mundial de Saúde Animal, que neste mês completa 10 anos.

Outro mercado conquistado por causa deste certificado foi o Japão. No ano passado, Santa Catarina foi responsável por 38% das exportações de suínos do Brasil, somando US$ 481 milhões.

Jornal Diário Catarinense 12/05/2017