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Em pronunciamento na tarde desta quinta-feira, o presidente reafirmou que vai continuar no comando da Nação

 

O presidente Michel Temer acaba de fazer um pronunciamento à Nação onde descartou qualquer possibilidade de renunciar à Presidência da República. "Não renunciarei, repito, não renunciarei. Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos". Temer disse ainda que "as gravações clandestinas trouxeram de volta o fantasma da crise política e que, portanto, todo o esforço de retirar o país da sua maior recessão pode se tornar inútil. "Não podemos jogar no lixo da história tanto trabalho feito em prol do país", enfatizou. O presidente admitiu, no entanto, que houve o relato de um empresário, que preferiu não citar o nome, que por ter relações com o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) (cassado e atualmente preso em Brasília) auxiliava a família do ex-parlamentar. O presidente garantiu que não solicitou que isso acontecesse e que somente teve conhecimento do fato durante a conversa com o empresário. "Repito e ressalto, em nenhum momento autorizei que pagassem a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém", afirmou. Temer disse não temer nenhuma delação e que não precisa de cargo público nem de foro especial, pois nada tem a esconder. "Nunca autorizei que usassem o meu nome indevidamente e, por isso, quero registrar enfaticamente que não renunciarei, repito, não renunciarei". Para o presidente, a investigação pedida pelo Supremo Tribunal Federal será território onde surgirão todas as explicações. "No Supremo, eu demonstrarei não ter nenhum envolvimento com estes fatos. Exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro, essa situação de dúvida não pode persistir por muito tempo. Se foram rápidos nas gravações clandestinas, não podem tardar nas investigações e na solução respeitantemente a essas investigações". O presidente finalizou destacando que o seu único compromisso é com o Brasil. "Só este compromisso que vai me guiar".

STF vai investigar delação

Enquanto o presidente preparava o seu pronunciamento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu abrir inquérito para investigar as delações premiadas dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS, controlador do frigorífico Friboi. O presidente Temer teria aparecido em uma gravação, feita por Joesley, autorizando o pagamento de "mesada" pelo silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha e do doleiro Lúcio Funaro. O conteúdo das gravações e dos depoimentos envolvendo Temer foi antecipado ontem (17) pelo jornal O Globo.A previsão é de que o sigilo das delações seja retirado ainda hoje (18).

 

Deputados pressionam por PEC

Caso o presidente Temer renuncie ou seja cassado, a oposição na Câmara dos Deputados vai tentar acelerar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do deputado federal Miro Teixeira (REDE-RJ), que prevê eleições diretas para a Presidência da República. Segundo o líder da minoria, José Guimarães (PT-CE), os partidos de oposição vão atuar em três direções: a renúncia, "que deixaria o país mais tranquilo, com a convocação de novas eleições", o impeachment e a realização de novas eleições. Os deputados afirmaram ainda que vão obstruir as votações no Congresso enquanto o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), não levar adiante a proposta da PEC.

Imagens

Temer discurso

FOTO: REPRODUÇÃO TVNBR

O presidente pediu que a apuração dos fatos seja rápida

Jornal Metas 19/05/2017