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Alunos de universidade onde brasileira assassinada estudava medicina organizam memorial no Paraguai
28/04/2026
(Foto: Reprodução) Alunos de universidade onde brasileira assassinada estudava medicina organizam memorial
Estudantes da Universidad de la Integración de las Américas (UNIDA), no Paraguai, organizaram um memorial em homenagem à brasileira Julia Vitória Sobierai Cardoso, de 22 anos, estudante de medicina assassinada na última sexta-feira (24).
O suspeito do crime, Vitor Rangel Aguiar, segue foragido e pode ter retornado ao Brasil após o ocorrido. O Ministério Público do Paraguai informou, no fim de semana, que vai formalizar um pedido de captura internacional, mas, até a última atualização desta reportagem, o nome dele ainda não constava na lista vermelha da Interpol.
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Vítima e suspeito mantiveram amizade após término
O ato reuniu apenas alunos da instituição na segunda-feira (27). Um vídeo gravado no local mostra os estudantes reunidos em um dos blocos da universidade. A manifestação foi organizada por representantes da turma com apoio da responsável pelo bem-estar educacional da instituição.
Alunos organizam memorial onde brasileira morta estudava no Paraguai
Luiz Rafael Gomes Gonçalves/Arquivo pessoal
Durante o encontro, houve discursos em memória de Julia e contra a violência, especialmente a praticada contra mulheres. Ao g1, a estudante Sarah Bweigher, contou que o objetivo foi homenagear a colega e chamar atenção para o tema.
“Um ato silencioso, onde o objetivo era fazer uma homenagem à Julia, mas também chamar atenção para o assunto que é normalizado todo o tempo. Infelizmente hoje a gente tem a Julia como um marco, mas que a gente não precise ter outros motivos para parar e fazer um memorial', afirmou.
Brasileira Julia Vitoria Sobierai Cardoso foi morta a facadas no Paraguai
Redes sociais/ Reprodução
Julia nasceu em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. Antes de se mudar para o Paraguai, morou com a família em Navegantes, onde ocorreu o velório.
A jovem havia se mudado recentemente para o país para realizar um sonho de adolescência: cursar medicina e, depois, se tornar pediatra, contou a amiga Sara Cazarotto.
Jovem foi morta com mais de 60 golpes de tesoura e faca
O memorial ocorreu no mesmo dia em que o promotor Osvaldo Zaracho, responsável pela investigação, informou o resultado da autópsia do corpo da jovem. Julia foi morta com 58 golpes de tesoura de unha e outros sete golpes de faca.
O laudo também apontou ferimentos no pescoço, o que indica estrangulamento. As armas usadas no crime foram apreendidas.
Identificado como Vitor Rangel Aguiar, ele é ex-companheiro da vítima e pode ter voltado ao Brasil após o crime.
Reprodução/Redes Sociais
Segundo o promotor, a principal linha de investigação aponta que o crime foi motivado pela não aceitação do fim do relacionamento.
"Este homem provavelmente não tinha aceitado [o fim do relacionamento] e ele estava se aproximando dela novamente como amigo. Na sexta-feira, ele foi ao apartamento onde ela morava, supostamente para conversar", disse Zaracho.
A informação de que os dois mantiveram amizade após o fim do namoro foi confirmada pelo irmão da vítima, Gustavo Sobierai.
Corpo foi encontrado por colega de apartamento
No momento do crime, além da vítima e do suspeito, também estava no apartamento o namorado da colega de quarto de Julia. Segundo depoimento às autoridades, ele ouviu um barulho vindo do quarto da estudante e chegou a perguntar se havia algum problema, mas o suspeito respondeu que não.
Horas depois, por volta das 17h, a colega de Julia chegou ao apartamento e encontrou a porta do quarto trancada. O corpo da estudante foi localizado após a entrada forçada pela varanda.
A polícia foi acionada em seguida, e a Justiça paraguaia autorizou ainda na sexta-feira a entrada dos investigadores na casa do suspeito.
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