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Esquema de propina e lavagem de dinheiro em prefeituras de SC é alvo de investigação do Gaeco
09/07/2026
(Foto: Reprodução) Ânderson Silva: Operação contra fraudes e corrupção
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou uma operação nesta quinta-feira (9) contra um esquema de propina e lavagem de dinheiro envolvendo contratos em prefeituras de Santa Catarina. Agentes cumpriram 17 mandados de busca e apreensão em casas e em uma empresa ligadas aos envolvidos.
Batizada de 'Gaiola Digital', ação ocorre a partir de informações obtidas por acordos de colaboração premiada da Operação 'Et Pater Filium' (pai e filho, em latim), que já investigava fraudes a licitações no estado. Essa mesma ação também foi a responsável pela deflagração da 'Mensageiro', que prendeu diversos políticos e empresários.
Em nota, a prefeitura de Irani informou que “permanece à inteira disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários”. Os municípios de Balneário Camboriú e Florianópolis informaram que não foram alvo de ações (íntegra da nota do fim do texto).
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Segundo informações obtidas até o momento, o núcleo investigado e alvo das ações nesta manhã estruturou um esquema para direcionar os contratos públicos com as prefeituras.
Locais dos mandados:
Blumenau, no Vale do Itajaí: sede da empresa investigada
Rio do Sul, no Vale do Itajaí
Lages, na Serra de SC
Penha, Litoral Norte
Balneário Camboriú, Litoral Norte
Canoinhas, Norte
Irani, Oeste
Como funcionava o esquema:
De acordo com o apurado pelo Ministério Público, responsável pela gestão do Gaeco, o esquema consistia:
na aproximação prévia de agentes públicos
na elaboração ou influência sobre editais
na inserção de cláusulas restritivas à competitividade
e no uso de critérios técnicos moldados para favorecer uma empresa previamente escolhida.
Além disso, investigados realizavam o pagamento de vantagens indevidas para a obtenção, manutenção e renovação de contratos públicos.
Esquema de propina e lavagem de dinheiro em prefeituras de SC é alvo de investigação do Gaeco
Gaeco/Divulgação
Saques fracionados e caixa clandestino
Para o MP, o grupo usava saques fracionados e operações financeiras destinadas à formação de um caixa clandestino para pagar a propina aos envolvidos. Entre 2022 a 2026, os investigadores encontraram movimentações bancárias milionárias e incompatíveis com a atividade da empresa alvo da ação.
🚔O que é o Gaeco? É uma força-tarefa de Estado que, desde 1994, atua na identificação, repressão e combate ao crime organizado. É coordenada pelo MP e composta por membros das polícias Militar, Civil e Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros.
Operação 'Gaiola Digital'
O nome da ação faz referência ao ambiente tecnológico usado como instrumento para a perpetuação do esquema investigado. Conforme informado pelo MP, o crime capturou e restringiu a livre concorrência nas licitatações voltados à contratação de sistemas informatizados para a administração pública.
O que disse a prefeitura de Irani
Sobre a operação realizada no município nesta data, cumpre esclarecer que a empresa responsável pela gestão do sistema possui contrato administrativo regularmente firmado com o Município, decorrente de processo licitatório realizado em observância aos princípios da legalidade, da publicidade, da competitividade e da ampla concorrência, conforme a legislação vigente.
O Município permanece à inteira disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários, colaborar com as investigações e fornecer as informações e documentos que forem solicitados, contribuindo para a completa elucidação dos fatos.
O que disse a pefeitura de Florianópolis
A Prefeitura de Florianópolis esclarece que o município não é alvo da operação policial. Não houve qualquer medida de busca e apreensão ou investigação direcionada à administração pública municipal, tampouco os contratos firmados com a Prefeitura foram objeto da referida ação.
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