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Ex-gerente da Caixa suspeito de desviar R$ 1 milhão de clientes aplicou golpe em idosa de 108 anos, diz PF
25/02/2026
(Foto: Reprodução) Ex-gerente da Caixa Econômica Federal é investigado suspeito de desviar cerca de R$1milhão
Uma idosa de 108 anos está entre as vítimas do ex-gerente da Caixa Econômica Federal investigado pela Polícia Federal por desviar R$ 1 milhão de contas de clientes em Santa Catarina. Segundo a corporação, ele fazia saques e movimentações bancárias não autorizadas, principalmente em contas de idosos com pouca familiaridade com tecnologia.
Ele foi alvo de uma operação nessa terça-feira (24). Segundo a PF, a maioria das vítimas tinha mais de 80 anos e enfrentava dificuldades para usar celular, aplicativos bancários ou até mesmo acessar extratos, o que facilitou as fraudes.
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Em alguns casos, os idosos nem sabiam que possuíam empréstimos ou dívidas registrados em seus nomes.
De acordo com os investigadores, o ex-gerente aproveitava o cargo para liberar créditos, emitir cartões e contratar empréstimos nas contas das vítimas. Como tinha acesso ao sistema interno da Caixa, ele realizava as operações e depois sacava o dinheiro.
Muitos clientes não acompanhavam movimentações digitais, o que fez os golpes passarem despercebidos por meses.
Ex-gerente é alvo da PF por suspeita de movimentar contas de clientes e causar prejuízo de R$ 1 milhão
PF/Divulgação
Ex-gerente é investigado pelo crime de peculato
A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do ex-gerente em Dionísio Cerqueira, cidade na fronteira com a Argentina. No endereço, foram apreendidos documentos, um celular e um carro de luxo. O nome do investigado não foi divulgado.
A corporação detalhou que a Caixa instaurou processo administrativo que resultou na demissão dele em julho de 2023 por conduta incompatível com o cargo. Em nota, o banco afirmou que colabora com as investigações e que todas as informações foram repassadas à PF (íntegra abaixo).
O ex-gerente é investigado pelo crime de peculato, que ocorre quando funcionário público usa do cargo para se apropriar de dinheiro, valor ou qualquer bem móvel (público ou particular).
Com o material apreendido, os agentes seguirão investigando o crime e tentando identificar outros possíveis envolvidos nas fraudes.
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O que disse a Caixa
A CAIXA informa que colabora com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que combatem fraudes e golpes. Tais informações são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente à Polícia Federal e demais órgãos competentes, para análise e investigação.
O banco ressalta que monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos. Adicionalmente, a CAIXA esclarece que possui estratégia, políticas e procedimentos de segurança para a proteção dos dados e operações de seus clientes e dispõe de tecnologias e equipes especializadas para garantir segurança aos seus processos e canais de atendimento.
Esclarecemos que o indiciado não pertence mais ao quadro de empregados do banco.
Mais informações de segurança no site da CAIXA: www.caixa.gov.br/seguranca.
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