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Mapeamento de capivaras indica baixo risco de febre maculosa em Floripa
23/02/2026
(Foto: Reprodução) Um estudo conduzido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram), aponta baixo risco de ocorrência de Febre Maculosa Brasileira em áreas com presença de capivaras em Florianópolis. A pesquisa integra o Projeto CAPI Floripa, iniciativa interinstitucional realizada com foco na convivência harmoniosa entre fauna silvestre, ambiente urbano e população.
O levantamento acompanhou a presença de carrapatos em regiões com ocorrência de capivaras, com monitoramento da saúde de animais silvestres que convivem próximos às pessoas, como capivaras, gambás e outros mamíferos.
Resultados do monitoramento de carrapatos
As coletas foram realizadas entre fevereiro e novembro de 2025, em dez pontos do município, contemplando diferentes períodos do ano. Ao todo, mais de 10 mil carrapatos foram analisados, sendo a maioria coletada no ambiente natural.
Os resultados indicaram a presença exclusiva da espécie Amblyomma dubitatum nas áreas associadas às capivaras, incluindo os próprios animais. Essa espécie não está relacionada à transmissão da Febre Maculosa Brasileira, considerada a forma mais grave da doença.
Segundo a bióloga da Floram, Priscilla Tamioso, não houve identificação do principal vetor da enfermidade. “Até o momento, não foi registrada a presença do carrapato-estrela, Amblyomma sculptum, principal vetor da Febre Maculosa Brasileira, o que indica baixo risco de ocorrência da doença na Capital, considerando os resultados das áreas estudadas”, explica.
Projeto CAPI Floripa e convivência com a fauna
Coordenada pela professora doutora Patricia Hermes Stoco, a pesquisa faz parte de um dos eixos do Projeto CAPI Floripa, que alia pesquisa científica, manejo ambiental e educação ambiental para promover a convivência segura entre capivaras, meio ambiente e a população urbana.
O estudo busca identificar carrapatos e verificar se eles carregam microrganismos que possam representar risco à saúde humana, além de acompanhar possíveis mudanças ao longo do tempo.
Monitoramento contínuo e prevenção
Apesar dos resultados positivos, o monitoramento segue de forma contínua e preventiva. A iniciativa permite acompanhar a dinâmica da fauna silvestre e possíveis alterações ambientais, contribuindo para a segurança sanitária da população.
O projeto reforça que a produção de conhecimento científico, aliada ao monitoramento constante e à educação ambiental, é fundamental para a construção de uma cidade mais segura, saudável e ambientalmente equilibrada.
Manejo populacional e proteção legal da fauna
A fauna silvestre é protegida por lei no Brasil, sendo crime matar, perseguir, ferir ou capturar animais silvestres, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) e a Lei de Proteção à Fauna (Lei nº 5.197/1967). O manejo populacional de capivaras só pode ser considerado com base em estudos técnicos que avaliem fatores como população, paisagem e contexto urbano-ambiental, além da comprovação de risco à saúde pública.
A autorização para qualquer ação de manejo de fauna em vida livre é de competência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), seguindo critérios técnicos, legais e éticos.
Casos de crimes contra a fauna silvestre podem ser denunciados à Polícia Militar Ambiental ou ao Ibama, por meio dos canais oficiais de atendimento.
Conforme Lei nº 10.199, a Prefeitura informa que a produção deste conteúdo não teve custo e sua veiculação custou em média R$ 2.550,00.
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