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Por preços abusivos, Procon autua dois postos de combustíveis em Criciúma (SC); diesel chegou a R$ 7,45
30/03/2026
(Foto: Reprodução) Dois postos de Criciúma são autuados pelo Procon por valor abusivo do óleo diesel
Durante a dificuldade de compra de diesel causada pelo conflito no Oriente Médio, dois postos de combustíveis de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, foram notificados e autuados pelo Programa de Defesa do Consumidor (Procon) por cobrarem preços considerados abusivos.
A fiscalização vistoriou sete postos no município entre segunda-feira (23) e terça (24). Em dois deles, o Procon constatou aumento do preço do diesel sem justificativa. O litro do diesel comum era vendido a R$ 7,43, e o do diesel aditivado, a R$ 7,45. O valor médio esperado era de cerca de R$ 6,99.
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Segundo o coordenador do Programa de Defesa do Consumidor de Criciúma, Jefferson de Assunção, a fiscalização começou após denúncias e o monitoramento da variação dos preços do diesel e da gasolina nas últimas semanas.
Nos dois estabelecimentos autuados, o Procon verificou que os reajustes foram aplicados antes do aumento oficial anunciado pelas refinarias e sem comprovação de custos que justificassem o repasse ao consumidor.
A prática é considerada infração ao Código de Defesa do Consumidor. Os postos autuados responderão a processo administrativo e têm prazo legal para apresentar defesa.
Por preços abusivos, Procon autua dois postos de combustíveis em Criciúma; diesel chegou a R$ 7,45
Jornal Nacional/ Reprodução
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Assim como a guerra no Oriente Médio, a crise dos combustíveis não tem previsão de acabar e já traz impactos na inflação, nas decisões sobre juros e até no abastecimento no país.
Nesta sexta-feira, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostrou que o litro do diesel acumula alta de quase 24% nos postos desde o início do conflito, passando de R$ 6,03 para R$ 7,45, em média.
A gasolina também já pesa mais no bolso, com alta de 8% no mesmo período. Passou de R$ 6,28 para R$ 6,78 o litro, em média.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um pacote de medidas que dava incentivo ao setor e zerava impostos federais ao diesel. Também chegou a pedir que governadores também zerassem o ICMS sobre combustíveis, mas a proposta foi recusada.
Nesta sexta, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que um número "relevante" de estados aceitou uma segunda proposta, que prevê um auxílio de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio, com custos divididos igualmente entre União e estados.
Ceron não especificou quantos estados aderiram nem quais são. Enquanto isso, entidades sindicais já relatam falta de combustíveis em alguns postos pelo país, e a Polícia Federal deflagrou uma operação contra o aumento abusivo de preços.
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