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Renan Santos fala em 'cinismo' de eleitores que apoiam Valdemar após protestos anticorrupção
20/09/2026
(Foto: Reprodução) Renan Santos em Balneário Camboriú
Reprodução
Renan Santos, candidato do partido Missão à Presidência da República, criticou neste domingo (20) o que chamou de “cinismo” de parte dos eleitores que foram às ruas contra a corrupção em 2016 e pediam a prisão de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, partido do candidato Flávio Bolsonaro.
Em ato em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, o candidato afirmou que parte desses eleitores hoje apoia políticos ligados a Valdemar e adota comportamentos semelhantes aos que antes criticava entre os eleitores de Lula.
"E aí eu fico muito curioso em perceber que o mesmo cinismo que é adotado pelo eleitor do Lula, que aceita toda a roubalheira, passou a ser adotado pelo eleitor que pediu a cabeça da Dilma", disse, na Praça Almirante Tamandaré.
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➡️ Presidente nacional do PL, partido do candidato à presidência Flávio Bolsonaro, Valdemar foi aliado do PT no passado e, em 2002, apoiou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Hoje as pessoas saem na rua para parabenizar o Valdemar da Costa Neto, que até ontem estava com tornozeleira por roubar em três escândalos de corrupção diferentes", afirmou Renan.
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Em julho, uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou que Valdemar é suspeito dos crimes de desvio de dinheiro e de associação criminosa.
Na ocasião, Dino determinou a suspensão de R$ 119 milhões em emendas e detalhou que as investigações da Polícia Federal encontraram indícios de que, mesmo sem mandato de parlamentar, Valdemar Costa Neto influenciava, de forma clandestina, o direcionamento de verbas de emendas. Para isso, o dirigente contava com servidores da Câmara dos Deputados, que destinavam verbas públicas de acordo com os interesses do presidente do PL.
Valdemar negou, na época, a prática de qualquer crime e afirmou não haver prova ou indício de que tenha "aderido conscientemente a um suposto esquema criminoso".
Campanha em Santa Catarina
O candidato chegou à Praça Almirante Tamandaré, na Avenida Atlântica, vindo no ônibus de uma caravana da campanha que percorre cidades do Sul e do Sudeste do país.
No palanque, esteve com o candidato a vice-presidente, Aroldo Medin, e o candidato ao governo de Santa Catarina pelo Missão, Marcelo Brigadeiro.
Durante o discurso, que durou cerca de 28 minutos, Renan Santos fez críticas aos governos de Lula e Jair Bolsonaro e defendeu uma candidatura independente dos dois grupos. Também falou sobre combate à corrupção, segurança pública e criticou a ideia do político "menos ladrão".
"Nada significa que um roubou menos do que o outro. Todos são qualitativamente bandidos. Não importa quantitativamente o que foi roubado. Não se vota em ladrão", disse.
Após o ato, Renan se deslocou para a academia de Marcelo Brigadeiro, ainda na cidade.
Depois, foi de ônibus até Blumenau, no Vale do Itajaí, onde voltou a discursar para apoiadores. Ele falou sobre terras raras, industrialização, segurança pública e fez críticas às audiências de custódia. Ao longo da fala, abordou migração, geração de empregos e infraestrutura.
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